<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d25314128\x26blogName\x3dExpresso+de+Felgueiras\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttps://expressodefelgueiras.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://expressodefelgueiras.blogspot.com/\x26vt\x3d5452623507870211205', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

07 setembro 2006

> Visite o nosso site expressofelgueiras.com

Visite o nosso site em www.expressofelgueiras.com

06 agosto 2006

> www.expressofelgueiras.com

Toda a informação do concelho e a edição completa do nosso jornal agora no site www.expressofelgueiras.com

Visite o site e dê a sua opinião através do email geral@expressofelgueiras.com

04 agosto 2006

> Entrevista com Caldas Afonso em versão completa (na edição em papel, por imperativo de espaço, houve necessidade de tirar alguns excertos)


Caldas Afonso, primeiro vereador do PSD

“Estamos no patamar da tomada do poder em Felgueiras”

EXPRESSO DE FELGUEIRAS (EF) – Que balanço faz destes primeiros meses de mandato?

CALDAS AFONSO (CA) - É um balanço positivo, que já nos possibilitou implementar alguns dos projectos e das propostas que para nós eram vitais para o concelho de Felgueiras e que defendemos no nosso manifesto eleitoral.

EF – Quer explicitar algumas?

CA –Desde logo, a questão da mobilidade dentro do concelho. Como sabe, quando este executivo iniciou a sua actividade a questão da ligação da A11 à circular da cidade, dando acessibilidades a Felgueiras e à lixa, estava toda por completar. Tinha havido uma impugnação através do Ministério do Ambiente e conseguimos, num prazo de menos de meio ano, que a ligação do antigo IC 25 até à Casa do Diabo possa ser uma realidade no próximo ano, ultrapassando os constrangimentos que havia e que eram lícitos colocados pelos senhores presidentes das juntas de Pedreira e Várzea. Foi possível, num clima de diálogo e com a celeridade que era necessária, ultrapassar estes constrangimentos. O plano final está de acordo com os interesses das populações, sem pôr em causa o interesse público.

EF – Nesse processo qual foi o papel dos vereadores do PSD?

CA – Fizemos muitas coisas. Primeiro conhecer o dossier com reuniões que começaram ainda durante a campanha eleitoral. Deslocámo-nos à AENOR para, no local, sabermos o que estava em causa. Depois tivemos a nossa participação directa com os dois presidentes da junta que são da área do PSD. Juntamente com eles tentamos e conseguimos demover alguns constrangimentos que os projectos anteriores implicavam. Nós não abdicamos da nossa responsabilidade perante os eleitores e foi possível levar a bom porto esta infra-estrutura, que é importantíssima para o concelho de Felgueiras.

EF – Quer enunciar mais alguns progressos conseguidos, na vossa óptica, com o contributo dos vereadores do PSD?

CA – Para nós era determinante a questão do saneamento. Tudo fizemos para que, no início do mandato, estivesse reflectido no Orçamento tudo o que fosse necessário para que o saneamento fosse uma prioridade para os quatro anos de mandato. Participámos em reuniões com as duas entidades, com as quais havia compromissos assumidos pelos executivos anteriores, para programar a operacionalidade da rede em água em alta e da rede em baixa e assim resolver um problema que existia. Como sabe, o anterior executivo tinha feito a adjudicação com a empresa das Águas do Ave, que tem uma proximidade geográfica só com um parte das freguesias do concelho. O resto do concelho não estaria nas prioridades da própria empresa. Nós fizemos sentir que só seria possível manter este acordo se a totalidade do concelho tivesse a mesma operacionalidade em termos de execução de obra.


“O PS afastou-se da lógica do poder”


EF – Durante este mandato têm surgido algumas críticas de sectores do PSD que não estão de acordo com a vossa postura no executivo, que consideram demasiado próxima do poder. Quer comentar?

CA – Essa situação é muito clara. Nós não estamos numa corrida de 100 metros. Estamos numa maratona. O PSD está na lógica do poder em Felgueiras e, portanto, é um partido com responsabilidades. A nossa magna carta é o manifesto eleitoral que apresentámos aos felgueirenses e é esse que nos obriga perante os felgueirenses, também porque entendemos que é o melhor para Felgueiras. É relativamente a esse manifesto eleitoral que toda a nossa acção tem sido pautada e tem sido estrategicamente identificada. É uma estratégia que tem sido discutida com as estruturas nacionais e distritais do partido. Como estamos no patamar que antecede a tomada do poder em Felgueiras por parte do PSD, temos de ter o sentido de responsabilidade. E nós não queremos mais aquilo que aconteceu no anterior mandato, em que Felgueiras parou. Nós vamos querer receber o concelho com responsabilidades assumidas no concelho. Nós não queremos que Felgueiras se transforme num Líbano. Nós não provocamos nem defendemos a destruição, nós defendemos a construção, que é aquilo que interessa aos felgueirenses. Partidos que estão periféricos, que saíram do arco do poder, como o PS…

EF – O que quer dizer com isso?

CA – É como em termos nacionais com as posturas que são conhecidas do PC e do BE que sabem que nunca irão ser poder. E a lógica de responsabilidade que obriga o PSD e o PS que têm ciclicamente responsabilidades no poder a nível nacional. Em Felgueiras, fruto dos anteriores resultados, o PS afastou-se da lógica de poder e tem um comportamento típico dos pequenos partidos que eu lhe citei em termos nacionais. A nossa postura é defender aquilo que sempre defendemos em termos de campanha eleitoral, que é o melhor para Felgueiras e lamentamos situações do PS que rejeita soluções que também defendiam na campanha. Fazem-no agora só porque estão fora do arco do poder.


“Quem gere a agenda política no executivo é o PSD”


EF – Não sente algum desconforto pelo facto de algumas decisões vossas no executivo não merecerem a concordância de dirigentes do partido e até de deputados municipais que votam num sentido contrário ao vosso?

CA – Até este momento ainda não encontrei nenhuma dessas situações. Quem gere a agenda política no executivo é o PSD. Muitas das propostas que têm sido aprovadas têm partido de nós. Tem havido um consenso relativamente àquilo que é importante para Felgueiras. A maior parte das pessoas já começou entender esta nova cultura de fazer política do interesse de Felgueiras, não na destruição de Felgueiras. Obviamente haverá algumas pessoas que não estão interessadas em entender. Na situação a que se está a referenciar, que tem a ver com a aquisição do edifício atrás dos paços do concelho, fomos muito coerentes nessa matéria Defendemos como desejável uns paços do concelho de raiz. Dissemos isso na campanha eleitoral. Fomos confrontados com uma situação financeira da Câmara impensável, que nós nem conhecíamos na campanha. Um investimento de um milhão de contos punha em causa algumas das nossas prioridades. Não podia abdicar de saneamento, de uma grande aposta na formação e na Carta Escolar, de uma rede social, nomeadamente com o novo e desejável edifício para a Cercifel. Era impensável essa situação. Nós fomos confrontados com a possível aquisição de um edifício que está dentro do espaço natural dos paços do concelho, que poderia reverter o financiamento que estava previsto para um anterior projecto de Alcino Soutinho. Foi-nos dito que era possível recuperar os apoios do Ministério da Administração Local para um projecto redimensionado, não perdendo o investimento de um milhão de euros. Todos os munícipes sabem que a CM de Felgueiras, em termos de instalações, é a que piores condições tem em todo o distrito do Porto. Esta solução não implicava qualquer investimento por parte da Câmara e poderíamos recuperar um milhão de euros. Foi nesse sentido que nós estivemos de acordo com esta solução. A nossa proposta, quando chegamos à Assembleia Municipal, feita conjuntamente entre a vereação e o proponente, o deputado Joaquim Ribeiro, foi que houvesse uma retirada do ponto da ordem de trabalhos no sentido de que estas garantias fossem dadas com clareza, para depois podermos assumir essa responsabilidade.


“As declarações de [Eduardo Teixeira] remetem-se a ele próprio”.


EF – Mas não houve uma precipitação da vossa parte ao votarem favoravelmente a aquisição do imóvel sem terem garantias de que seria possível recuperar o milhão de euros?

CA – Não estou a dizer que não estavam acauteladas as garantias. Até prova em contrário acredito nas pessoas. A partir do momento em que sou enganado pela primeira vez denunciá-lo-ei publicamente. Tinha a informação que me dava credibilidade. De qualquer modo nós achávamos que era muito mau que aquele edifício pudesse albergar algo que não estivesse em consonância com a estrutura da Câmara. Como não havia investimento nenhum por parte do município - isto é muito importante que seja dito - permitia-nos recuperar um apoio de um milhão de euros. Seria insensato perder esta possibilidade. De qualquer modo, nessa assembleia municipal disse à senhora presidente de Câmara que nós achávamos que esse ponto deveria ser retirado…

EF – No entanto, algumas horas antes, um vice-presidente o PSD, Eduardo Teixeira, teceu duras críticas à vereação afirmando que a posição tomada não correspondia à orientação estratégica da comissão política…

CA – Essas afirmações reportam-se ao senhor deputado. Não as vou comentar.

EF – Mas não é um deputado qualquer, é um vice-presidente do PSD…

CA – Com certeza. Essas declarações remetem-se a ele próprio. As nossas posições são assumidas dentro do partido. Eu não vou comentar posições pessoais.

EF –Acha que tem tido solidariedade da Comissão Política?

CA - Eu estaria muito mais satisfeito que todos nos concentrássemos naquilo que é importante. O sentido de oportunidade que não podemos perder. O concelho parou quatro anos e nós temos de estar todos motivados para defender aquilo que foi o nosso projecto eleitoral em termos concelhios e a nível de cada uma das juntas. Ainda bem que há este entendimento, que é claro e desejável pelos presidente de junta. Nós temos tido um retorno espectacular na nossa ligação com os presidentes de junta dentro desta nossa estratégica e temo-lo com o representante máximo do partido em termos distritais, porque este é o caminho certo, é o sentido de responsabilidade. Não é da nossa parte que vamos entrar em lutas particulares, fratricidas pessoais, nisso não contem connosco. Nós pensamos pela nossa cabeça, sobretudo nos interesses de Felgueiras. Não é à nossa custa que Felgueiras vai continuar a ser denegrida. Nós queremos informações, imagens, notícias positivas a respeito de Felgueiras e é para isso que nós cá estamos e foi isso que nós propusemos aos felgueirenses.

“Quem está a contribuir para a agenda política de uma maneira decisiva é o PSD”

EF – Há algumas pessoas que vos acusam de ter uma atitude demasiado colaboracionista com a actual maioria do executivo municipal. Sente-se incomodado com essas críticas, que vêm do interior dos órgãos dirigentes do PSD?

CA – Não sei se vêm, nem estou preocupado com isso. O que lhe posso dizer é que, se existe colaboração, é noutro sentido. O movimento Sempre Presente entendeu que as nossas propostas eram desejáveis para Felgueiras. Muito daquilo que resulta das propostas que têm sido aprovadas são propostas que são nossas. Há muita agenda política que chegou ao executivo que foi alterada e reformulada por nós. Se existe colaboração é de ambas as partes. Quem está a contribuir para a agenda política de uma maneira decisiva é o PSD, porque nós temos sentido da responsabilidade e porque nós sabemos que o movimento Sempre Presente se esgota na Dra. Fátima Felgueiras. A actual presidente seguramente que não vai ser candidata nas próximas eleições e, portanto, a responsabilidade é do PSD, que está no patamar para assumir as responsabilidades da gestão na autarquia. Assim, tem de dar às pessoas um sentido de responsabilidade e não fazer uma política de terra queimada como sempre foi apanágio nos últimos anos.

EF – Porque diz que a Dra. Fátima Felgueiras não se vai recandidatar. Tem algum dado concreto que aponte nesse sentido?

CA – É a minha leitura fruto de vários sinais. A nossa estratégia tem de ser consentânea com os sinais e com aquilo que nós achamos que vai ser o futuro de Felgueiras. Como estamos no arco de poder, temos de ter responsabilidade e estar preparados para assumir o poder. Eu não quero assumir Felgueiras como um Líbano. Quero assumir Felgueiras, tentar recuperar muito do atraso que já existe. Não quero contribuir para esburacar e a desfazer o meu concelho.
“Tudo o que seja palco, que tenha a ver com acções da Câmara, os vereadores do PSD estarão lá sempre”.

EF – Outro episódio que foi criticado por alguns sectores do PSD foi a vossa aparição como apresentadores do Descalço, juntamente com os elementos da maioria. Algumas pessoas diziam que essa vossa atitude significava “conivência” com aquilo a que alguns chamam populismo da actual presidente de Câmara.

CA – Esse é um bom exemplo de desinformação. Há pessoas que só estão preocupadas em desinformar. A Descalço é das organizações promovidas pela Câmara que mais interesse tem. O calçado hoje em dia é moda e ainda bem que os industriais de Felgueiras rapidamente entenderam isso, transformando uma mão-de-obra intensiva num elemento em que incorpore tecnologia, design e moda (…).

EF - Mas eu não lhe coloquei essa questão. Eu queria que comentasse a vossa participação na Descalço…

CA –Este é um dos eventos em que, e muito bem, a Câmara tem estado na promoção naquilo que de bom é feito em Felgueiras e com estilistas, rapazes de Felgueiras, formados nas nossas escolas. Se não estivéssemos presentes, seria uma falta de respeito para com os industriais, que nós também pessoalmente contactamos para participarem neste evento, que era decisivo para o desenvolvimento económico de Felgueiras. Tudo o que seja palco, que tenha a ver com acções que sejam da responsabilidade da Câmara, os vereadores do PSD estarão lá sempre. Não vão abandonar as pessoas.

EF – Não está em causa e realização do evento. A questão que as pessoas colocam é a vossa aparição como apresentadores de um evento. Muitas pessoas não concordam que um evento dessa natureza seja apresentado pela presidente de Câmara e muito menos com a associação dos vereadores do PSD.

CA – Sabe quanto custou a organização do evento do ano passado? Custou 20 mil contos. Desde logo pelo preço que se pagou para ser uma senhora qualquer a fazer a apresentação. Nós não somos suficientemente ricos para isso. Nós temos de ter a humidade suficiente para saber que podemos, de facto, apresentar aquilo que temos de bom. Não me cai nenhum galão por causa disso. Não me ponho em bicos de pés. Quando é para defender o interesse do meu concelho estarei sempre presente. É minha obrigação estar presente. A partir do momento em que a escola profissional encontrou este modelo e a partir do momento em que uma parte dos vereadores iam estar presentes, decidimos estar sempre onde estiver a Câmara Municipal. Nós vamos cortar com aquilo que era o passado. Os vereadores têm de estar em todos os eventos protagonizados pela Câmara. Eu tenho noção que se poderia colocar alguns constrangimentos. Mas, acima de tudo, para nós era importante estarmos, e não dar só o palco a determinado tipo de pessoas.

EF – Mas não haveria pessoas em Felgueiras com vocação para fazer esta apresentação?

CA – É um evento organizado pelo executivo.

EF – Concorda portanto com a estratégia seguida?

CA – É um fait divers, é querer arranjar problemas onde eles não existem.

“Era estratégico para Felgueiras uma candidatura ao parque tecnológico”.

EF – Mudando de assunto. Em relação à sociedade anónima para a gestão da zona de acolhimento empresarial de Várzea. Vocês votaram a favor, apesar de não estar acautelada a participação de nenhuma empresa de Felgueiras?

CA – Não é verdade aquilo que disse. A nossa primeira prioridade do nosso manifesto eleitoral era a revitalização económica. Felgueiras tem cinco mil desempregados, que é uma coisa assustadora. Nós temos de estar preocupados em ajudar esses milhares de famílias. Nós tínhamos um modelo em que pretendíamos incorporar uma incubadora de empresas, que tinha como principal finalidade as áreas da formação e das novas tecnologias em pareceria com algumas universidades. Foi por isso que participamos activamente neste processo. Pensámos que era estratégico para Felgueiras uma candidatura que fizemos para o parque tecnológico. Uma candidatura que aproveitasse a centralidade de Felgueiras na NUT do Tâmega. Estamos em concorrência directa com um grupo de municípios muito poderosos, que também têm uma candidatura nacional dentro desta mesma lógica. Acoplada a esta candidatura, há um projecto interessantíssimo com um investimento de 3,5 milhões de euros. Conseguimos sensibilizar para Felgueiras três grandes multinacionais que aderiram a este projecto. Este projecto não se esgota aí. É fundamentalmente para promover a indústria tradicional de Felgueiras e, portanto, esse projecto está aberto à participação de Felgueiras. E algumas empresas já manifestaram interesse em participar.

EF – Mas a Câmara só vai ter 10 por cento do capital?

CA – A CM não tem capacidade financeira de quatro milhões de contos para promover este investimento.

EF – Mas já investiu muito dinheiro em infra-estruturas?

CA – De certeza que a Câmara não gastará nem mais um cêntimo e está previsto um retorno de, pelo menos, 700 mil contos.

EF – Em que sentido?

CA – Pelas infra-estruturas que já existem. É um activo que tem de ser compensado. Além disso, é importante encontrar uma solução para as infra-estruturas já existentes, que estavam a ficar degradadas. Além disso, estamos a criar emprego e a criar riqueza, estamos a potenciar a empresas tradicionais de Felgueiras. Só como mais um fait divers é que alguém possa estar contra um projecto desta dimensão. Só espero que seja realidade em Felgueiras, porque vai ajudar de uma maneira significativa a resolver grande parte dos constrangimentos dos cinco mil desempregados que existem.

EF – Como é que vê estas resistências por parte de pessoas que estiveram consigo na sua candidatura?

CA – Não vejo ninguém que tenha essa postura. Eu sou muito bem intencionado. Eu não quero estar a pessoalizar. Eu acho que as pessoas responsáveis e que estiveram comigo querem o melhor para Felgueiras. Desinformação, com certeza que há pessoas que alimentam isso, mas isso vale o que vale.

EF – Há aqui no PSD duas visões distintas sobre aquele que deve ser o vosso papel no executivo, uma de maior oposição e outra de maior colaboração com o poder. Estamos a poucos meses de eleições para a liderança do partido. Não receia que a situação possa ficar mais complicada para os actuais vereadores se a próxima liderança for ainda mais hostil à Câmara?

CA – Não estou minimamente preocupado com essa questão. O compromisso que tenho para com as pessoas que votaram em nós é que o programam eleitoral seja realizado o máximo possível. Outras questões laterais, de lutas políticas, de listas, não me preocupam nada. Eu não tenho interesses políticos, interesses instalados, eu não tenho um metro de terra para urbanizar, não represento interesses indirectos de ninguém, penso pela minha cabeça. Esta nossa estratégia, é de responsabilidade, tem sido discutida com o presidente da distrital e com estruturas nacionais do partido. O PSD é um partido responsável.

“Faço uma apreciação positiva do executivo”

EF – Como perspectiva os próximos anos de vereação?

CA – Partimos de uma situação muito difícil. Não nos recordamos de nada com algum significado de realização no concelho. O concelho parou no último mandato, era algo que já se vinha arrastando. Estamos numa maratona, não estamos numa corrida de cem metros. Temos quatro anos pela frente, que não vão ser fáceis, até porque a conjuntura nacional e internacional é difícil. Temos sentido de responsabilidade, que nos obriga a sermos coerentes e termos a calma necessária para implementar aquilo que é vital e determinante para Felgueiras. Nós estamos a um patamar de assumir a responsabilidade política do executivo camarário. Tudo iremos fazer para que estes próximos quatro anos acrescentem mais-valia e riqueza para o concelho.

EF – Que avaliação faz do trabalho da actual maioria camarária?

CA – Todas as propostas que achamos importantes e determinantes têm tido total receptividade. Faço uma apreciação positiva do executivo, porque tem estado em consonância com aquilo que é importante para recuperar todo o atraso que herdamos.

EF – A que se deveu a sua derrota em Outubro passado?

CA – As eleições foram disputadas em condições atípicas. Tudo o que se passou gerou condicionantes que nós de todo não imaginávamos. De facto, uma lógica que tínhamos, infelizmente não se veio a efectivar. Uma coisa ficou clara. Nós conseguimos retirar o PS da esfera do poder de Felgueiras. Que nos seja dado pelo menos esse mérito. Conseguimos tornar-nos o partido maioritário em Felgueiras. O partido que era do poder ficou residual e periférico. Tenho a certeza que a nossa postura de tranquilidade e responsabilidade vai ter dividendos daqui a quatro anos.

03 agosto 2006

> CAPA DO EXPRESSO DE FELGUEIRAS Nº10

01 agosto 2006

> CRIANÇAS INOCENTES VÍTIMAS DA GUERRA

Armindo Mendes
O mundo assiste há semanas a mais uma guerra em directo pela televisão.
Mais uma vez é no Médio Oriente que ecoa o rosnar dos canhões e mísseis que matam diariamente dezenas de inocentes. Quando vejo crianças vítimas da guerra o meu coração estremece. Por vezes, prefiro desligar a televisão…
Os beligerantes - o Estado de Israel e o grupo extremista xiita Hezbollah - violam constantemente os direitos humanos, procurando fazer valer, pela força das armas, visões diametralmente opostas do mesmo problema.
Desta vez foi o rapto de um militar Israelita que rastilhou uma onda de violência sem fim à vista.A questão do Médio Oriente é antiga e complexa, entroncando sobretudo em diferenças religiosas profundas, porque de ambos os lados – Judeu e Islâmico – vão prevalecendo as visões mais fundamentalistas.Não vamos escalpelizar aqui como tudo começou, porque se o fizéssemos teríamos de recuar uns dois mil anos, ou talvez mais.Numa visão, que admito ser demasiado simplista, a questão reside no facto de a população árabe não aceitar o Estado de Israel, cuja formação, nos anos 40, foi traçada a régua e esquadro, sem acautelar uma visão geoestratégica daquela complexa zona do globo.
O povo judeu, que respeito e admiro, tem direito a defender-se dos sucessivos actos terroristas perpetrados por grupos organizados como o Hezbollah e o Hamas, que matam israelitas inocentes.
Só que, como estado democrático que é suposto respeitar os direitos humanos, Israel fá-lo quase sempre de forma desproporcionada, como se tem visto na Palestina e no Sul do Líbano, deitando mãos a um poderio militar inusitado, sempre com o apoio dos Estados Unidos.
Não se admite que um Estado (Israel) ouse invadir outro, igualmente soberano (Líbano), supostamente para combater um grupo terrorista, e destrua importantes infra-estruturas desse país, que, em primeiríssima instância, só prejudicará a população civil inocente, hoje a braços com uma crise humanitária.
Mais grave ainda, é a possibilidade desta intervenção poder desencadear a intervenção de outras potências regionais.Muitos são na Europa, grupo onde me incluo, que defendem um caminho diferente para a resolução do problema. É pela via diplomática que se deve caminhar, simplesmente porque a intervenção militar, como se vê no Iraque, só gera violência e acentua ódios, fertilizando condições para o recrudescimento de organizações terroristas islâmicas um pouco por todo o mundo que se rege pelo Alcorão.Será que Israel acredita que vai conseguir eliminar o Hezbollah com esta intervenção militar e assegurar a sua segurança interna? Se o faz estará a incorrer num erro estratégico profundo, tão grave quanto a invasão do Iraque perpetrada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, que só veio acicatar ódios religiosos e étnicos, descambando numa espiral de violência inédita naquele país.
No Líbano, como recorrentemente ocorre na Palestina, os bombardeamentos e os carros de combate matam inocentes e fragilizam uma sociedade encrostada de assimetrias sociais que se vão acentuar. O número de pobres vai crescer e estes constituirão alvo fácil para o recrutamento de organizações terroristas, incluindo fundamentalistas da Al-Qaeda, que explorarão os sentimentos de revolta entre os povos islâmicos.
Ao mesmo tempo fragilizou-se de forma profunda a jovem democracia libanesa, que terá dificuldades acrescidas para combater o terrorismo que grassa no seu próprio território. Não nos admiremos se o Hezbollah ganhar as próximas eleições naquele país, como aconteceu com o Hamas na Palestina. Depois, no mundo ocidental, vamos ficar todos espantados com o resultado e apressamo-nos a não dialogar com um governo controlado por uma organização extremista, mas ratificado pelo sufrágio popular? Como é que se vai sair disto? O que se passa na Palestina, onde falta, na óptica ocidental, um interlocutor válido, não era já um sinal preocupante?Já é tempo de, após tantos erros cometidos, a comunidade internacional, sobretudo esta administração norte-americana e seus aliados britânicos, perceberem que os problemas naquela região não se resolvem pela via militar. Tanto mais que, a jusante, até ao Estados Unidos, internamente, poderão ser vítimas destas políticas, sabido que é o ódio que várias organizações terroristas espalhadas pelo um islâmico nutrem por aquela super potência, que consideram ser a principal aliada de Israel.
Desta crise internacional ressalta ainda a fragilidade da política externa da União Europeia. Mais uma vez, os europeus não têm sido capazes de ter uma só voz, dando uma imagem de fragilidade ao mundo, que enfraquece a sua força negocial e capacidade de influência neste e noutros conflitos.

31 julho 2006

> CALDAS AFONSO EM ENTREVISTA AO EXPRESSO DE FELGUEIRAS

«Caldas Afonso em entrevista ao EXPRESSO DE FELGUEIRAS»
O autarca da oposição responde às questões políticas da actualidade, a sua relação com o poder, às críticas de que tem sido alvo e à relação política difícil que mantém com alguns dirigentes locais do partido que suportou a sua candidatura.

23 julho 2006

> DESCALÇO 2006 (Fotos Armindo Mendes > Todos os Direitos Reservados

Mais fotos em www.expressofelgueiras.com

21 julho 2006

«Expresso de Felgueiras»

Já está online o site do «Expresso de Felgueiras»

20 julho 2006

> CAPA DA EDIÇÃO Nº 9 DO EXPRESSO DE FELGUEIRAS, DE 21 DE JULHO

11 julho 2006

> REPORTAGEM DA ÚLTIMA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Assembleia impediu compra de edifício atrás da Câmara
(Reportagem da edição nº 8 do EXPRESSO DE FELGUEIRAS)


Armindo Mendes
______________________________________________________


A Assembleia Municipal impediu que a Câmara proceda, pelo menos para já, à aquisição de um imóvel nas traseiras dos paços do concelho, que tinha sido aprovada por unanimidade no executivo.
Uma larga maioria dos deputados municipais, sobretudo do PSD e do PS, aprovou retirar da ordem de trabalhos da última reunião, realizada no dia 24 de Junho, o ponto que previa a votação da compra, por 500 mil euros, do prédio de Nuno Mota, que a Câmara queria aproveitar para instalar serviços da autarquia.
A discussão do ponto foi longa e começou com a presidente, Fátima Felgueiras, a explicar que há anos a Câmara se debate com falta de espaço, sendo um dos concelhos “que piores condições tem em termos de vida autárquica”.
Segundo a presidente têm sido estudadas várias soluções, inclusive a da ampliação do actual edifício camarário ou a construção de um edifício de raiz. A edil garantiu que a Câmara não tem condições para avançar no sentido da construção de um imóvel de raiz, que poderia custar mais de cinco milhões de euros, contrariando assim algumas sugestões que tinham sido formuladas por forças da oposição.
Disse depois aos deputados que ficou convencida que a maioria das pessoas não quer a concretização do projecto de Alcino Soutinho. Essa solução, recorde-se, previa a ampliação dos actuais paços do concelho, no âmbito de um contrato-programa celebrado com o governo há alguns anos, que previa a comparticipação da obra num valor de cerca de um milhão de euros.

Um dossier muito antigo na Câmara

Foi então decidido analisar a possível aquisição do edifico atrás da Câmara, propriedade de Nuno Mota, um dossier que a autarca disse ser muito antigo.
Segundo a presidente, o anterior executivo pediu uma avaliação e há mais duas que apontam para valores entre os 482 e os cerca de 600 mil, euros.
Optou-se por pagar um valor intermédio, estimado em cerca de 500 mil euros. Fátima Felgueiras recordou aos deputados que o referido contrato programa previa a disponibilização ao município de um milhão de euros, verba que, por sua vontade, seria aplicada na aquisição do edifício. A autarca informou que há intenção da tutela de suspender o referido contrato programa se a Câmara não avançar com uma solução imediata, perdendo-se assim a referida comparticipação. O município pediu à Secretaria de Estado da Administração Local para não encerrar o dossier. Fátima Felgueiras quer negociar com a tutela a possibilidade de a verba poder ser aplicada na aquisição do imóvel.
A presidente disse ter ficado surpreendida com a polémica gerada, dias antes, em torno da aquisição do referido edifício, criticando os que “aproveitam seja o que for para lançar achas para o combate político”.
“Propuseram-me que eu retirasse este ponto da ordem de trabalhos, mas não estamos disponíveis para nos cansarmos a discutir uma coisa que já deu o que tinha a dar”.

Joaquim Ribeiro liderou contestação

Interveio a seguir o deputado do PSD e presidente da Junta de Refontoura, Joaquim Ribeiro. O autarca falou das dificuldades em que trabalha a Câmara e lembrou que foi pedida contenção às juntas e sacrifícios aos munícipes.
Joaquim Ribeiro propôs a retirada do ponto da ordem de trabalhos, afirmando que o PSD não podia votar uma matéria sem garantias - “provas documentais claras e sérias” - por parte da Câmara, que o contrato programa pode ser aproveitado para a aquisição do imóvel. Além disso, considerou que o preço pedido pelo edifício está acima dos valores de mercado.
Joaquim Ribeiro disse que em muitos momentos a presidente já tinha faltado à verdade para “atingir os seus intentos, ignorando os interesses dos presidentes de Junta”.
“Cabe-nos alertar para loucuras não sejam cometidas, com o receio de, ao divergirmos, enquanto presidentes de junta, sermos penalizados”, afirmou.
“Apelo para que este ponto seja retirado para que se possa analisar com mais rigor o seu conteúdo e evitar uma decisão impensada”, acrescentou o autarca do PSD.
O presidente da Assembleia pôs de imediato o pedido do PSD à votação, que viria a ser aprovado com 43 votos a favor, 13 contra e uma abstenção.
Reagindo à votação, a presidente concluiu que “o ponto foi chumbado”.
Afirmando não “pôr em causa a bondade das preocupações” da maioria da Assembleia Municipal, Fátima Felgueiras ainda perguntou se os deputados estariam dispostos a deliberar no sentido da aquisição do imóvel na condição de ser garantida a comparticipação da tutela. Condição que Fátima Felgueiras considerou obrigatória para poder prosseguir com as negociações com a tutela.

O impasse

O deputado do PSD, Joaquim Ribeiro, reafirmou a posição do PSD, sustentando que ao aprovar a aquisição o edifício o município corre o risco de ter de suportar os respectivos encargos de 500 mil euros.
“Há muitas carências que nos têm sido negadas com base no argumento de que não há recursos financeiros. Se nos for garantido documentalmente que o município não gastará verba, terá a nossa aprovação”, disse o deputado.
A presidente respondeu: “A Câmara considera que foi chumbada a não ser que deliberem em termos de acta a dizer que querem que a Câmara compre se for garantido o contrato programa”.
O deputado do movimento Sempre Presente, Lemos Martins, afirmou que vai requer a requerer a impugnação da Assembleia por considerar ilegal a retirada do ponto da ordem de trabalhos. “Não podemos cortar a ordem do dia, mas ampliá-la”, defendeu.
A sessão ficou ainda marcada com a intervenção do deputado Augusto Faria, quando este afirmou que, na própria sessão, tinha sido coagido pelo colega de bancada, Eduardo Teixeira, a votar favoravelmente a retirada daquele ponto da ordem de trabalhos.
Eduardo Teixeira negou que tal tenha ocorrido e ambos, já no exterior da sala de sessões, trocaram algumas palavras azedas.

> ASSEMBLEIA MUNICIPAL > Período antes da ordem do dia


Relvado do estádio, ISCE e Casa do Risco dominaram período antes da ordem do dia

Armindo Mendes
____________________________________________________________
No período antes da ordem do dia o deputado social-democrata, Eduardo Teixeira, fez uma avaliação da actuação do executivo municipal, considerando que a equipa liderada por Fátima Felgueiras “começou mal em múltiplos aspectos”.
“É uma maioria fragilizada que só consegue ter voz no interior no concelho. É altura de Felgueiras começar a exigir o apoio do governo central”, afirmou o eleito do PSD. O deputado também criticou as taxas altíssimas aplicadas pela Câmara, sustentando que “não podem ser os munícipes a suportar uma máquina municipal pesadíssima, que afecta o desenvolvimento de Felgueiras”
Antes de terminar, recordou que o seu partido estará ao lado do Executivo “naquilo que for essencial para o concelho”, mas opor-se-á àquilo que não vá ao encontro dos anseios dos munícipes”.
No mesmo período interveio o líder da bancada do movimento “Sempre Presente”, Lemos Martins, que salientou o valor elevado da dívida camarária, cerca de 30 milhões de euros. Segundo o deputado, esta situação tem dificultado o trabalho da edilidade, designadamente para concretizar aquela que é uma das prioridades para este mandato – reforçar as redes de água e esgotos.
“O executivo continuar a dar mostras que não desiste nem esmorece com as dificuldades financeiras”, reafirmou.
E prosseguiu: “Observamos o sentido de responsabilidade político e apego ao sentido público de todos os membros do executivo”.
Lemos Martins insurgiu-se, a terminar, contra calúnia, a mentira e o ataque pessoal utilizados apenas pelos fracos”, deixando o pedido para que os assuntos que interessam ao concelho sejam discutidos “com energia, garra e sentido de responsabilidade”.

Vereador falou do caso “free style”

Na sessão também interveio o vereador do Desporto, Bruno Carvalho, que esclarecia o deputado do PSD, Eduardo Teixeira, sobre os problemas com o relvado do estádio Dr. Machado de Matos na sequência do espectáculo de motociclismo (free style) ali realizado recentemente.
Eduardo Teixeira tinha acusado o vereador de irresponsabilidade e ingenuidade por ter sido permitindo que toneladas de terra tivessem sido depositadas sobre o relvado.
Na resposta, Bruno carvalho explicou que a entrada construída no estádio para permitir a entrada de camiões, que também tinha sido criticada pelo PSD, já era exigida pela Liga de Clubes no início da época passada. Segundo o autarca se o F. C. Felgueiras ainda estivesse a disputar os campeonatos nacionais de futebol a Câmara teria de construir uma entrada no estádio com 3,60 metros de largura e 4 metros de altura, conforme exigência da Liga de Clubes.
Sobe a degradação causada no relvado e respectivo sistema de drenagem, Bruno Carvalho esclareceu os deputados municipais que há quatros anos a Câmara tem informações técnicas que apontam para problemas no relvado que exigiam uma rápida intervenção. O vereador acrescentou que a 5 de Abril a empresa responsável pela manutenção do relvado informou a Câmara que estaria na disposição substituir gratuitamente o relvado, atendendo a que a manutenção do antigo lhe estava a ser demasiado onerosa.
“Ponderando tudo isto, o executivo decidiu autorizar o espectáculo, sabendo-se os riscos que se corria”, disse o vereador, lembrando que foi exigida à entidade organizadora do espectáculo de motociclismo a celebração de “um contrato com várias garantias”.
Antes de terminar, Bruno Carvalho salientou: “Atendendo a todas estas preocupações, o executivo terá, daqui para a frente, todo cuidado e toda a inflexibilidade para tudo o que forem pedidos de utilização dos estádios ou outros complexos desportivos. Seja qual for a utilização vou exigir, sem qualquer descuido, tudo aquilo que os regulamentos solicitam”.

Horácio Reis falou da Casa do Risco

Também no período antes da ordem do dia, o vereador Horácio Reis respondeu a algumas dúvidas que tinham sido suscitadas na intervenção de Eduardo Teixeira a propósito das investigações que decorrem em torno da Casa do Risco.
Horácio Reis disse à Assembleia que a componente contabilística da Casa do Risco está sob alçada de uma pessoa que é docente no Instituto Politécnico do Porto.
“Há um descanso absoluto em relação ao trabalho dela”, sublinhou.
O vereador esclareceu que este executivo decidiu manter os órgãos sociais “em respeito pela instituição”.
A terminar o período antes da ordem do dia, a presidente da Câmara, Fátima Felgueiras, afirmou que não está disposta a “alimentar confusões e desinformações”.
A autarca apelou à união de esforços “em torno daquilo que importa a Felgueiras”.
“Felgueiras já perdeu que chegue e que sobre, por culpa daqueles que nos colocaram nessa situação”, disse, prometendo não se vergar a “qualquer politiquice barata”.
A presidente disse eu tem procurado “encontrar o melhor caminho”, criticando as afirmações de pessoas que não sabem o que dizem.
“Não estou disponível com coisas que não valem a pena. O que me afecta é que eu governo para Felgueiras, sem medir esforços, em cada gesto, em cada palavra. E vai ser assim todos os dias”, destacou.
Para Fátima Felgueiras, é “por conta de actuações indevidas que muitos governantes deixaram de vir a Felgueiras, ficaram com pavor a Felgueiras”.

Presidente preocupada com ISCE

A autarca falou depois de diferentes dossiers, com destaque para a revisão do PDM, processo que já foi iniciado, que vai procurar corrigir algumas insuficiência do antigo. Também comentou a questão do ISCE, afirmando que “há alguém interessado em criar problemas àquele estabelecimento de ensino, sem cuidar o mal que faz”.
“Não podemos aceitar que ponham em causa a credibilidade do ISCE e que ponham em causa um curso na área do turismo. Se o curso tem alguma falha que o altere. Tenho a certeza que o senhor ministro está mal informado”, afirmou, lembrando que se reuniu com o chefe de gabinete do ministro da Educação para tentar encontrar uma saída para o problema.

10 julho 2006

> ENTREVISTA COMPLETA COM INÁCIO LEMOS, EX-LíDER DO PS/FELGUEIRAS




Na edição em papel do EXPRESSO DE FELGUEIRAS, da passada sexta-feira, a entrevista de Inácio Lemos foi publicada em versão reduzida, devido à manifesta insuficiência de espaço.
Devido ao interesse que a referida entrevista suscitou nos nossos assinantes, aqui fica a versão completa.
_________________________________________________
Lemos, ex-líder do PS

“José Campos esqueceu e gozou algumas figuras proeminentes no passado do PS”


EXPRESSO DE FELGUEIRAS (EF): Vamos recordar o período de preparação das últimas eleições autárquicas, quando era líder do PS. Nesse conturbado processo chegou a admitir a sua candidatura à Câmara?

INÁCIO LEMOS (IL): Quem é líder de um partido tem de estar preparado para tudo. Essa foi sempre a única condição que eu equacionava para mim mesmo. Se essa fosse a minha principal vontade nunca teríamos equacionado um conjunto de pessoas para ser candidatos pelo PS.

EF – Mas chegou a constar de uma lista de possíveis candidatos?

IL – Cheguei, porque, a determinada altura, o Secretariado viu-se confrontado com um conjunto de nomes que foram rejeitados, até que indicaram o nome do presidente da Comissão Política. Foi apenas por essa razão que o meu nome apareceu.

EF – Quem é que definiu a metodologia de escolha?

IL – O período político que vivemos em Felgueiras durante o período em que fui presidente da Concelhia foi conturbado. Tínhamos uma forma de gerir o partido extremamente aberta, que possibilitava a auscultação de várias pessoas com um passado ligado ao PS e que desempenhavam cargos autárquicos no PS, que eram para nós referências quando pretendíamos tomar qualquer decisão. Havia aqui um conjunto de pessoas que directa ou indirectamente avalizavam um pouco aquelas que eram as orientações da Comissão Política.

EF – Está a referir-se a presidentes de Junta?

IL – Não diria tanto os presidentes de junta. Diria mais pessoas ligadas à Assembleia Municipal e elementos que faziam parte do órgão camarário.

“O Dr. Horácio Reis tinha uma vontade enorme de ser um rosto do PS”

EF – O Dr. Horácio Reis teve à data algum protagonismo. Essa personalidade chegou a ser dada como hipótese para protagonizar uma candidatura?

IL – Foi diversas vezes equacionada a nível interno em Felgueiras, mas também ao nível do PS distrital. O Dr. Horácio Reis tinha pessoas ligadas à Federação que o apontavam como uma alternativa credível.

EF – Está a falar do Dr. Francisco Assis?

IL – Sim, mas também de outras figuras com assento no Secretariado da Federação, que indicavam o Dr. Horácio Reis como alguém que daria continuidade ao projecto do PS em Felgueiras. Como outras figuras do concelho também tinham essa indicação. E é por aí que nasce a pretensão para a criação da secção da Lixa do PS. Por detrás dessa tentativa, estava também uma vontade, talvez não explícita, do Dr. Horácio Reis criar na secção da Lixa um trampolim para a sua candidatura.

EF – O Dr. Horácio foi um dos grandes percursores da secção da Lixa do PS?

IL – Esteve certamente por detrás da criação do núcleo da Lixa. Tinha também pessoas, nomeadamente o Dr. Francisco Assis, para que o núcleo da Lixa fosse uma realidade.


EF – Como é que o Dr. Inácio Lemos observava essas movimentações. Encarava-as como protagonizadas por um grupo hostil?


IL – As coisas foram sempre resolvidas dentro da Comissão Política. A não concretização da chamada secção do PS na Lixa foi uma decisão por unanimidade da Comissão Política.

EF – As pessoas que estavam ligadas a esse núcleo não se reviam na então liderança do PS? Recordo que muitas dessas pessoas eram de Felgueiras e não da Lixa.

IL – Obviamente que sim. Apenas 15 militantes que os estatutos do PS obrigam para a constituição de uma secção eram residentes na Lixa. Todos os que estavam por detrás do movimento eram pessoas com residência em Felgueiras. As pessoas que estavam por detrás dessa vontade tinham apoiado o Dr. Assis ao congresso distrital, quando este saiu vencedor e foi eleito líder da Federação. Talvez por alguma indicação, por algum “favor” do Dr. Assis, os tenha instigado a avançar com este projecto da secção da Lixa. Era um contra poder àqueles que apoiaram Narciso Miranda e contra as pessoas que tinham saído de um grupo que tinha sido constituído pela Dra. Fátima Felgueiras. O Dr. Assis pretendia resolver dois problemas em Felgueiras: acabar como aqueles que tinham estado com Narciso Miranda e acabar com aqueles que ainda tinham alguma ligação à Dra. Fátima Felgueiras. Recordo que o Dr. Assis, em 2003, tomou uma posição, demonstrando que tinha ressentimentos contra a pessoa da Dra. Fátima Felgueiras. O Dr. Horácio Reis era um homem de confiança do Dr. Assis.

EF – Face ao que me disse agora, ficou surpreendido com o apoio do Dr. Horácio Reis ao movimento “Sempre Presente”?

IL – Dada a ligação do Dr. Horácio Reis ao Dr. Francisco Assis e a ligação que manteve com o próprio secretário-geral do PS durante a campanha para as eleições internas, surpreendeu-me essa posição. Mas, por outro lado, não fiquei nada surpreso, porque o Dr. Horácio Reis tinha uma vontade enorme de ser um rosto do PS e como viu essas portas serem fechadas com a candidatura de José Campos, entendeu que a melhor forma de aniquilar a estratégia do PS era criar condições para que a Dra. Fátima Felgueiras pudesse regressar. A única forme de o fazer era criar um movimento.
“O ambiente em relação a José Campos algo controverso indiciava que as coisas não deviam ter um final feliz”

EF – E o Dr. Assis apoiou com entusiasmo a candidatura do professor Campos?

IL – Não, também aqui o Dr. Assis não teve um comportamento muito correcto. Quando a Comissão Política decidiu indicar José Campos como candidato, essa decisão não foi bem acolhida por ele, porque apontava o passado de José Campos, nomeadamente a sua passagem pelo PSD, que podia ser negativo para aquela candidatura. Além disso tinha o problema do Dr. Horácio Reis para resolver. Estamos a falar de um período compreendido entre o final de Fevereiro e início de Março. Eu e o Dr. Assis andamos durante cerca de 15 dias a fazer contactos periódicos para que o líder distrital tomasse as rédeas deste processo para convidar o professor José Campos para ser candidato. Nesse período não foi fácil convencer o Dr. Assis.

EF – O nome de Horácio Reis chegou a ser submetido a eleição interna?

IL – Não.

EF – O professor Campos acabou por ser apresentado publicamente como candidato. Já nessa altura havia algum mal-estar entre a candidatura e a liderança concelhia do PS?

IL – Desde 1 de Abril de 2005 que começou a gerar-se um ambiente em relação a José Campos algo controverso e que indiciava que as coisas não deviam ter um final feliz. O professor Campos, talvez por ter sido mal aconselhado, ou por estratégia própria hostilizou o PS. Além disso, esqueceu e gozou algumas figuras que tinham sido proeminentes no passado do PS. A forma como José Campos se dirigia à Comissão Política e a pessoas ligadas aos diversos cargos autárquicos era sempre fria e, por vezes, num tom jocoso. Isso conduziu a alguma frieza no trato do professor José Campos, mas também na forma de aceitação do PS.

EF – Mas essas dificuldades deveram-se a quê? Tinha a ver com uma simples luta por lugares? Não era lógico o líder escolher para a equipa pessoas da sua confiança pessoal?

IL – Claro, mas o líder também devia ter presente o partido que lhe serviu de chapéu para que ele pudesse ser candidato. O partido nunca indicou nenhum nome ao professor José Campos. Apenas sugeriu que nos lugares hipoteticamente elegíveis, metade deles fosse militantes do PS. Essa não foi a opção do PS. Recordo que a retirada da confiança política assentou nesse pressuposto. Além disso, as pessoas que o professor José Campos foi chamar não davam garantias que fossem bem aceites pelo eleitorado e que mais tarde pudessem estar sujeitos a uma orientação partidária. E a prova disso é que o actual vereador eleito pelo PS não acata as decisões da actual Comissão Política. O candidato não entendeu isso.
EF – Chegou a apresentar uma providência cautelar para evitar a candidatura de José Campos no quadro do PS. Na altura houve quem interpretasse isso como uma atitude da sua parte que pudesse indiciar um apoio à candidatura da Dra. Fátima Felgueiras?

IL – De maneira nenhuma. Estamos a falar do que se passava em Agosto, quando a candidatura da Dra. Fátima ainda não existia.

EF – Mas esse cenário sempre existiu…

IL - Sim, esse cenário foi diversas vezes discutido nas inúmeras reuniões da direcção de campanha e foi sempre tratado de forma leviana pelo candidato, que nunca assumiu que isso pudesse acontecer. Tratou esta questão de forma irresponsável.
“Almeida Santos veio fazer campanha por Fátima Felgueiras”
EF –Entretanto, chegaram as eleições de Outubro. Como que viu a prestação do PS?

IL – Se antes o professor Campos tinha estado mal, esteve ainda pior no período eleitoral. Ele foi enganado por pessoas em quem confiou em demasia. Confiou num núcleo de presidentes de junta que, quando se aperceberam que a Dra. Fátima Felgueiras estaria em condições de regressar, deixaram de trabalhar para a candidatura do PS. O que se verificou é que nem os votos das juntas foram transferidas para a candidatura à Câmara. Há aqui um notório abandono por parte dos presidentes de junta para com o candidato. O professor José Campos também confiou em demasia no PS nacional. E se era preciso uma prova de que o PS não se importava com a perda da Câmara de Felgueiras, recorde as declarações do Dr. Almeida Santos e concluirá que esse importante dirigente veio fazer candidatura pela Dra. Fátima Felgueiras.

EF – Mas é conhecida a simpatia, de muitos anos, do Dr. Almeida Santos pela Dra. Fátima Felgueiras. Acha que as declarações desse dirigente foram feitas a título pessoal ou, pelo contrário, reflectiam uma orientação nacional do partido?

IL – Não há nenhum desmentido nesse sentido a nível nacional pelo PS. Passava-se aqui outra situação: a Federação Distrital era hostil a Fátima Felgueiras, mas havia uma Comissão Nacional onde havia pessoas que nutriam um certo carinho por Fátima Felgueiras. Não me admira nada que aquilo que o Dr. Almeida Santos disse quando cá veio tenha derivado de conversas que tenha tido a nível nacional.

EF – Ficou surpreendido com a vitória de Fátima Felgueiras?

IL – Acreditava que pudesse ganhar, mas não com maioria absoluta, até porque estive completamente afastado da campanha.

EF – Chegou a ser convidado para participar na campanha da Dra. Fátima Felgueiras?

IL – Fui algumas vezes procurado e instigado a participar.

EF – E porque não o fez? Não se revia nessa candidatura?

IL – Temos de saber distinguir onde acaba a amizade e começam os movimentos políticos. Continuo a ser amigo de muitas pessoas do movimento “Sempre Presente”, mas politicamente revejo-me no PS. Pese embora as minhas divergências com o candidato do PS, não me revia nas orientações políticas do movimento Sempre Presente.

EF – Permita-me uma pergunta ousada. Votou PS nas eleições?

IL – Votei.

EF – Mais recentemente houve eleições para a liderança do seu partido. A que factores se deveram a sua derrota?

IL – Eu não esperava ganhar, porque me criaram condições adversas, que impediram a instabilidade emocional para desempenhar um trabalho que fosse profícuo para o resultado eleitoral. A minha candidatura foi vista como hostil ao executivo municipal. Fui confrontado com uma tentativa para eu abandonar a candidatura protagonizada por um presidente de junta do PS que teria o apoio da presidente da Câmara, que era o senhor Fernando Sampaio. Esse cenário só seria possível se eu abdicasse da minha candidatura. Eu não o fiz por uma questão de princípio. Entendo que o PS deve ser orientado pelas pessoas que são militantes. Quem quiser fazer uma actividade de cidadania e de política em movimentos tem todo o direito de o fazer, mas não se deve imiscuir na vida interna dos partidos. Estava também em causa a minha dignidade como cidadão.

EF – E a que se deveu a não candidatura de Fernando Sampaio?

IL – Porque não conseguiu reunir o número suficiente de mulheres. Essa foi a primeira derrota de Fátima Felgueiras. Esse foi um sinal evidente que Fátima Felgueiras já não tem tanta influência no PS.

EF – A actual liderança inclui alguns elementos próximos de Dr. Assis. Conclui que será uma liderança hostil à Dra. Fátima Felgueiras?

IL – Acredito que não. O PS tem de definir o seu rumo, que não pode ser feito no âmbito de hostilizar quem está no executivo. Tem é que separar as coisas. A soberania que é exercida pelo executivo junto de alguns elementos que foram eleitos nas listas do PS ainda os deixa confusos e indecisos, se devem ou não acatar as orientações do partido. É necessário clarificar as águas. Ou se veste a camisola do PS, ou quem estiver num estado duvidoso o melhor é sair do PS para que o partido se possa reestruturar, para que daqui a três anos tenha um projecto credível e não dependente de pessoas mais ou menos influenciáveis.
EF – E a actual liderança do PS está no rumo certo?

IL – Por aquilo que tenho percebido na postura que tiveram em relação ao vereador Rui Silva, acho que este é o caminho certo.

EF – A Comissão Política pode contar consigo como elemento colaborante?

IL – Já escrevi ao presidente da Comissão Política dizendo que tem a minha total confiança e solidariedade, se este for o caminho para ser levado de princípio ao fim.

EF – Como é que vê a prestação deste executivo camarário, que enfrenta uma situação orçamental muito difícil?

IL – Permita-me discordar. Uma câmara que quer comprar um imóvel por 500 mil euros, cujos fins não são muito claros, não pode dizer que está na bancarrota. A acção que a Câmara tem desenvolvido incide mais no marketing do que nos benefícios dos cidadãos felgueirense.
EF – Acha que o concelho continua a ser vítima da imagem negativa que tem passado para o exterior nos últimos anos?

IL – Infelizmente a Dra. Fátima Felgueiras não tem condições para reverter essa opinião das pessoas. Em Felgueiras isso pode ser possível, mas saindo daqui é muito difícil. A imagem do concelho está criada por estas situações criadas à volta da presidente de Câmara e de algumas decisões que o executivo vai tomando.
Armindo Mendes

08 julho 2006

> PRIMEIRA PÁGINA DO Nº 8 DO EXPRESSO DE FELGUEIRAS, DE 7 DE JULHO

07 julho 2006

> TÍTULOS DA EDIÇÃO nº 8

> DESTAQUE

Assembleia impediu aquisição de edifício atrás da Câmara

Relvado do estádio, ISCE e Casa do Risco dominaram período antes da ordem do dia

> ENTREVISTA

Inácio Lemos, ex-líder do PS
"José Campos esqueceu e gozou algumas figuras proeminentes no passado do PS"

> LONGRA

"Dez mil pessoas esperadas no Festival da Juventude da Longra"

19 bandas actuam em dois dias de festival - "Olivetree" são cabeça de cartaz

Organização lamenta falta de apoio da Câmara Municipal

> FELGUEIRAS

S. Pedro com balanço positivo
Milhares de pessoas passaram por Felgueiras em quatro dias de festa

Mini entrevista com Fátima Felgueiras:
"O grande desafio que se abre a Felgueiras é ser capaz de potenciar as suas especificidades"

José Quintela lembra como foi preparada a elevação de Felgueiras a cidade

> SOCIEDADE

Dificuldades financeiras preocupam provedor da Misericórdia

'Avós e Netos' na cidade até amanhã

> BARROSAS

Barrosas encantou no cortejo das flores

Feira do Livro muito participada

Obras beneficiam Rua das Cavadas

Trovadores do Cano animam Verão Cultural da vila

> ECONOMIA

Áreas de Acolhimento Empresarial com formação no Vale do Sousa

Projecto engloba o empreendimento previsto para Várzea

> EMPRESAS

Olifel e Risema mostraram soluções tecnológicas na Tekparty

> REGIÃO

Quatro quilómetros de auto-estrada (A 42) aproximam Felgueiras do Porto
Paços de Ferreira/Lousada sem portagem

> DESPORTO

Cláudio Loureiro vence Taça de Portugal de downhill

Carlos Monteiro é o treinador do CAF

Cicloturistas de Felgueiras promovem convívio

Assembleia-geral do FC Lixa reúne-se hoje

Maratona de futebol em Jugueiros

> OUTRAS NOTÍCIAS

Mais de 10 mil pessoas passaram pela Mostra Tecnológica

Cooperativa de Felgueiras assinalou Dia do Vinho

Carrinhas da Junta e Associação para o Desenvolvimento de Várzea benzidas

> OPINIÃO

Sérgio Martins: "Produções Festivas S.A:"

Hélder Quintela: "Obrigado Lixa"

Inácio Lemos: "Autarcas"

06 julho 2006

> NÃO PERCA GRANDE ENTREVISTA DE INÁCIO LEMOS NA EDIÇÃO DE AMANHÃ DO EXPRESSO DE FELGUEIRAS

Não perca na edição de amanhã do EXPRESSO DE FELGUEIRAS uma grande entrevista com Inácio Lemos, ex-líder do PS.

O político fala, sem rodeios, do conturbado processo de preparação das listas do PS para as eleições autárquicas do ano passado, deixando duras críticas ao candidato José Campos ao ex-líder distrital, Francisco Assis.
.
Horácio Reis, actual vereador, é um dos nomes que surge frequentemente na entrevista, não faltando reparos à sua actuação.

Inácio Lemos também fala das recentes eleições em que perdeu a liderança do PS, relacionado a sua derrota com a intervenção de forças afectas ao movimento Sempre Presente.

Isto e muito mais nesta entrevista que promete aquecer a política felgueirense.

03 julho 2006

> CORTEJO HISTÓRICO (fotos: Armindo Mendes > direitos reservados)

Decorreu na noite de domingo, no âmbito das Festas de S. Pedro 2006, o cortejo histórico que percorreu algumas das principais artérias da cidade de Felgueiras.
Milhares de pessoas assistiram a esta iniciativa.
Aqui ficam algumas imagens para mais tarde recordar...